nº12 – Do Comprometimento
sábado outubro 11th 2008, 3:49
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No dia-a-dia nós vemos acontecer muitas coisas, mas nen sempre paramos pra prestar atenção; no quanto bom ou ruim as coisas que estão acontecendo ao nosso redor são. Já faz um tempo que me formei, e hoje resolvi passar na universidade, visitar alguns amigos, e fazer contatos com antigos chefs, agora colegas de trabalho.Talvez pelo fato de ter me acostumado com a cena, antes eu não havia prestado atenção em detalhes curiosos das pessoas que estudam lá, e fazem o curso de gastronomia. Mulheres de todas as idades com quilos de maquiagem e desfilando com envergadura digna de Maria Antonieta. Umas se sentindo superiores ás outras, comparando seus utensílios de cozinha das mais mirabolantes grifes do mundo, dos mais variados materiais, uns mais hi-tech que os outros.

Os chefes (alguns poucos, devo ressaltar) numa eterna briga, pra decidir quem pode mais, quem tem o ego mais inflado. Aliás eu nen deveria separar as coisas como se de fato fossem muito distintas. Quase sempre que se fala de chefe de cozinha, está se falando principalmente do ego de determinada pessoa que tem por profissão a Alta Gastronomia. Ou ainda devo acreditar que pessoas são humildes?
O motivo desse post é único, porem quem julga gostar deveras de cozinhar, deve bater sempre nessa tecla. Onde fica a arte nisso tudo?
Antes de convenções hierárquicas, somos todos cozinheiros, embora alguns se AUTO-denominem chefe de cozinha, não somos mais do que cozinheiros que dominam (ao menos espera-se) as técnicas corretas para o trabalho com alimento. Dentre elas está a regra numero um dos apaixonados pelo sabor. “Quem tem que brilhar é a comida.” Seria a cozinha uma passarela? Seria o produto vendido num restaurante fino, apenas a imagem de um chef? Quem é pior, quem se presta a agir dessa forma, ou quem se submete a pagar por isso?

Temos um parâmetro do aceitável, um cozinheiro deve estar sempre com a higiene impecável, uniforme imaculado, pele limpa, cabelo preso, unhas limpas. Essa é a identidade do cozinheiro de verdade, neutro, intervindo apenas no alimento, pra transforma-lo em algo divino.
Sinceramente, acho nojento, corretivo, base, pó compacto, blush e rimel, derretendo, dentro de uma cozinha quente. Seria isso aceitável?  Seria! Perfeitamente aceitável!  Pois é isso que tenho visto por aí, e cada vez mais. As vezes dá vontade de chorar

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