Acho que dá pra dizer que foi uma verdadeira saga para conseguir essa receita. Havia feito este pão ainda nos imemoráveis tempos da faculdade, quando a receita era realmente cobiçada. Na verdade o chef havia feito para nós e por isso não tivemos acesso a receita.
Passei cerca de dois anos, procurando e testando receitas que se aproximassem ao sabor do pão australiano servido na rede americada (que já foi melhor) Outback. Sem sucesso, estraguei muitos quilos de farinha, e quase fiz meu pai e a empregada, quebrarem os dentes com os fiascos antecessores.
Este ano, depois de muita insistência, o chef boulanger D. V. me passou a receita. Exatamente a mesma feita em aula. O pão não fica igual ao do Outback, a textura é parecida, e o sabor difere sutilmente.
Dizer se este ou aquele é melhor cabe a cada um, depois de experimentar ambos. Eu não faria comparações por julgar serem distintos. Porém garanto que este pão que lhes apresento é bastante interessante e vale a pena tentar!
No dia anterior é necessário preparar o que chamamos de “pré fermento”.
A chamada pâte fermentée – massa velha – pode ser obtida reservando um pedaço da massa que já foi preparada e já fermentada ou preparando um pedaço de massa para ser utilizado posteriormente, por exemplo no outro dia; como faremos para esta preparação. Adicionando esta massa conseguimos o efeito de envelhecer imediatamente a massa nova.
Pâte Fermentée
- 160 g de farinha de trigo
- 3 g de fermento biológico fresco
- 3 g de sal
- 90 ml de água mineral
1. Misture a farinha o fermento e a água até que se forme uma massa lisa.
2. Junte o sal por último e sove até que tudo esteja bem homogêneo. Reserve coberto, em local arejado por cerca de 24 horas.
Aussiebread
- 500 g de farinha de trigo
- 20 g de açúcar mascavo
- 30 g de fermento biológico fresco
- 10 g de sal
- 30 g de cacau em pó
- 50 g de mel
- +- 250 ml de água
- 250 g de pâte fermentée
- 60 g de fubá para cobrir o pão
1. Misture a farinha de trigo, o açúcar mascavo, o fermento e o cacau.
2. Adicione a água e o mel.
3. Sove por aproximadamente 5 minutos.
4. Adicione a pâte fermentée e o sal, sove por mais 8 minutos, ou até que tenha desenvolvido o ponto de véu do glúten.
5. A massa deve descansar por 30 minutos. Para então ser dividida em porções de 120 gr cada.
6. Faça bolinhas com a massa. Abra a bolinha com as mãos e enrole. Agora você tem um rocambole.
7. Pegue o “rocambole” e achate as duas pontas com as mãos. Coloque-as para baixo, lacrando o pãozinho. [Eu usei outro formato de pão, conhecido por Bâtard.]
8. Molhe sutilmente a superfície de cada pão e passe pelo fubá.
9. Com auxílio das costas de uma faca (lado da lâmina que não corta) faça sulcos na massa apertando a faca contra o pão.
10. Disponha em uma assadeira rasa coberta com papel manteiga. Deixe fermentar por cerca de 4-6 horas dependendo do clima.
11. Asse em forno aquecido à 200º C por cerca de 30 minutos. Resfrie.
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10 Comentários so far
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O que dizer?
O Di sempre manda bem nas receitas e nos comentários.
Sou teu fã número 1 (vc deve saber disso!)
Perfeito Lindo! Nossa nunka imaginei que existisse um pão assim!
Comentário por ThiGatinho 06.04.10 @ 2:30Diego……Parabéns pela receita, ewssa cmo foi testada por vc vou fazer com certeza, só espero q fique com essa textura tão linda quanto o seu.
Parabéns!
Bom, eu ia falar que sou a fã número 1, mas parece que já existe alguém antes de mim. Então sou a próxima da fila rsrsrsrsrs.
Esse pão parece uma delícia. Está na lista.
Beijos
Adorei, fiquei imaginando o gosto do pão do Outback, quando tiver um tempinho irei fazer mestre, rsrsrs beijão
Regina Renata rsrsrs
Sofisticação, primazia, organicidade. Ah, porque o que você faz, Monsieur Qurash, é Arte: e isso (não só esse post ou esse blog) eu admiro muito, você bem sabe. Meus muito parbéns. Muita admiração.
de artista para artista ![]()
um abraço
Bruno Pfefferkorn
Diego, fantástico como sempre… agora, descobre a receita daquela manteiga!!! rsrs
Um abraço,
Grace Alonso
Terminei a empreitada do pão RS. Se eu fosse tirar uma foto diria que ficou até “parecido” com o seu Diego, mas eu não sei não. A massa ficou um espetáculo e aumentou bem o tamanho no descanso recomendado.
Após dar o formato de “pão” na massa, novamente deixei descansar e foi aí que a coisa desandou. Acredito ter ultrapassado o tempo de descanso da massa porque tive que sair. Antes mesmo de assar o pão eu já havia percebido o aspecto de “balão murcho” e sabia que o tempo havia passado.
Foi válida a experiência e certamente farei o pão novamente, mas somente quando eu puder ficar de olho por tempo integral.
Grande abraço e parabéns.
Diego, td bem? uma duvida, qual a quantidade proporcional entre 1 tablete de fermento biologico fresco (15g) e os fermentos secos e levain?
gostaria de usar apenas o levain que fiz de acordo com seu post, porem pego mta receita com outros fermentos e nunca sei qual a quantidade usar de levain…
valeu
abs
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