
Quem já fez falafel sabe que além de gostoso, dá um certo trabalho e não é algo que se faz com rapidez. O grão de bico precisa ser posto de molho no dia anterior, os temperos frescos precisam estar… bem frescos! E o tempero tem que ser ajustado até que fique no ponto do crivo de uma verdadeira avó arabe.
Em meio a todo esse ritual que é fazer falafel, eis que me deparo com uma caixinha de falafel em pó! Em primeiro lugar, a dúvida: “estou mesmo vendo isso?!” Pensar em falafel em pó pra mim soou quase como um ultraje. É como se empacotassem gnocchi da mamma em versão pó.
Claro que quis ver isso de perto; já meio desconfiado admito. Pra garantir uma opinião justa, peguei dois pacotes. Queria testar em dois momentos. Pois bem!

Embalagem: caixa 200 gr.
A caixinha mostra pouca preocupação com design ou mesmo qualidade. O produto é feito no Líbano e importado para o Brasil onde a Maxifour faz o porcionamento e embalagem. Em árabe encontra se escrito o nome da marca, e algumas poucas informações como o nome do produto e menção à data de validade.

Ao abrir a embalagem, notei algo extranho; parte da aba que lacra a embalagem parecia ter sido lixada!
Depois de me perguntar por quê diabos fariam isso, me ocorreu uma hipótese: o tipo de papel cartão usado na embalagem deveria ser errado em relação a cola usada. Pra criar uma superfície “porosa” lixaram a embalagem de modo que a cola grude. Ou o erro foi o papel errado, ou a cola errada!
O fato é que pegou bem mal, principalmente quando deu pra notar, que ao passar o dedo pela área lixada, ainda soltava uma espécie de pó.
Ainda na embalagem, consta data de validade de 3 anos após a fabricação (insira aqui, mais uma dúvida). E um selo dizendo que o produto é adequado à vegetarianos.

Embaixo: esq. produto hidratando; dir. massa já hidratada.
Aspecto:
O conteudo é embalado em saco plástico transparente. O aspecto é de uma farofa pronta. Tem cor de farinha de soja. Tem cheiro de alho.
De acordo com as instruções de preparo, o pó deve ser hidratado em mesma porção de água, e repousar por no mínimo duas horas. Após hidratado, o cheiro é forte, se sobressai o aroma de alho e pimentas (do reino e síria) além de cebola e cominho bem discreto.
Os ingredientes listados são: fava, grão de bico, especiarias, sal e fermento químico INS 500 (ii). Não contém glúten.
A mistura pronta fica pastosa mas dá pra enrolar os bolinhos na mão tranquilamente. A caixa toda rendeu 25 bolinhos do tamanho de nozes.
Resultados:
O bolinho depois de frito não cresce absolutamente nada, muito estranho pra algo que diz conter fermento. A fritura se dá de forma tranquila, não soltam resíduos que sujam o óleo, fritam uniformemente dando um aspecto final do produto bastante bonito.
A textura é consideravelmente compacta, o aroma de alho e especiarias se intensificam chegando a incomodar um pouco. O gosto não agrada completamente, não chega a ser ruim; mas é impossível comparar com o falafel feito em casa. O sabor do grão de bico e da fava são completamente cobertos pelas especiarias.
Conclusão:
Por $ 10,90 cada embalagem, definitivamente não vale a pena. Nem levando em consideração a praticidade do produto, não me animo a comprar novamente. Pagaria $ 2,19 por cada caixa, é o que vale.
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7 Comentários so far
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Ah cara, muito bom saber! Vou ficar esperto com os produtos dessa marca. Você já testou outros? São bons ou todos são assim meia boca? flw Abração
Comentário por Luis Paulo 07.17.10 @ 18:44Ai nossa, ainda bem que você avisou, eu vou passar longe dessa porcaria de agora em diante! Seu blog tá melhor a cada dia, te acompanho sempre!
Comentário por Ana Paula 07.19.10 @ 2:30Oii Diego td bem???
Conheci se site hj e adorei, inclusive achei uma recita de pão de batata sai correndo para fazer pro lanche, e vou te falar uma coisa, vc tem toda a razão ele é realmente divino….fez o maior sucesso na minha casa…
Até postei as fotos do lanche no meu blog, se quiser dar uma olhadinha…
http://www.bymichellesales.blogspot.com
Obrigada pelas ótimas receitas…
Bjão.
[...] Se quiser uma maneira mais rápida (e bem menos gostosa) de fazer falafel, confira aqui. [...]
Pingback por ThinkFood 11.25.10 @ 22:28Olá Diego. Comprei o Falafel da marca Al-Rabyh e simplesmente não consegui engolir depois de frito.
Segui as instrucoes da embalagem (sorte que eu falo ingles, pois tinha em ingles, frances e arabe, ainda desrespeitando a lei de importacao brasileira que determina traducao).
Gastei R$ 6,50 e joguei tudo fora. .Já havia comprado um Homus bi Tahine dessa amrca e joguei fora tambem.
Comi um numa kebaberia em Ipanema, no RJ, e achei uma delicia, parecia ate um pao de queijo.
Comida árabe é algo muito dificil de se fazer e temos poucas opcoes no Brasil. Esses produtos industrializados sao todos um lixo.
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