Mojito
terça-feira janeiro 01st 2013, 22:03
Arquivado em: Cozinha das Américas |

É picante, doce, refrescante e forte. A bebida perfeita para ter ao lado, em uma tarde de domingo na piscina.

O Mojito, é um cocktail clássico contemporâneo pela IBA, de origem cubana, não se sabe ao certo quando ou como foi inventado. Acredita-se ter sido criado por Francis Drake, e inicialmente chamado de El Drake no séc XIX, era feito com táfia (versão grosseira do rum), folhas de yerba buena, limão, e garapo.

Era o cocktail favorito de Hemingway, desde que o conheceu na época em que viveu em Cuba. Hemingway fez famoso o bar Bodeguita del Medio, se tornando um assíduo frequentador. No local ainda é possivel ver escrito com sua letra, a frase: “My mojito in La Bodeguita, My daiquiri in El Floridita. “

O termo mojito, pode referir-se ao diminutivo de mojo (esp. para molho), uma espécie de marinada para carne suína que envolvia o uso de aguardente, limão e alguma erva (as vezes menta, hortelã e afins). Outra teoria diz que mojito pode ter vindo de mojadito ou mojado (esp. para “molhadinho ou molhado).

Em Cuba, é usado uma espécie de menta chamada yerba buena ou menta nemerosa [Mentha × villosa (M. spicata × M. suaveolens) -também chamada: menta maça, menta rabo de raposa, menta peluda, menta cubana, menta mojito, etc.]
É comum usar esta variedade de menta e hortelã para compor o cocktail.

Por se tratar de um cocktail clássico catalogado pela IBA, o Mojito não deve sofrer alterações em sua receita e/ou modo de preparo. Contudo existem milhares de variações do cocktail mojito rolando mundo a fora:

  • Dirty Mojito: rum aromatizado com especiarias, melado, hortelã e limão cravo.
  • Virgin Mojito/Nojito: versão não alcóolica do mojito, omitindo a presença do rum.
  • Sojito: versão coreana feita com sochu.
  • Royal Mojito: usa champagne ao invés de club soda.
  • Mojitaly: usa fernet branca ao invés do rum.
  • Greek Mojito: usa Metaxa ou Mastika  ao invés do rum.
  • Morelli Mojito: usa red bull ao invés de club soda, e Absolut de framboesa em substituição ao rum.
  • English Mojito: usa gin ao invés de rum, e sprite em substituição à club soda

Mojito

  • 40 ml de rum branca
  • 30 ml de suco de limão tahiti
  • 6 folhas grandes de hortelã (ou 10 folhas tam. “normal”)
  • 2 colheres de chá rasas de açúcar refinado
  • gelo
  • club soda para completar

1. Em um copo alto, coloque as folhas de hortelã, suco e açúcar. O segredo no preparo do Mojito consiste em não esmagar as folhas. Elas devem ser gentilmente pressionadas com um socador, afim de liberarem seus óleos essênciais.

2. Junte o rum e misture com auxílio de uma colher de bar.

3. Adicione o gelo, complete o copo com club soda e decore com um ramo de hortelã e limão.



Chibé
sábado maio 19th 2012, 14:42

Março de 1819, Spix e von Martius, exaustos, famintos, sedentos, aproximam-se do Rio São Francisco e perguntam a um viajante a distância, a resposta é uma apoteose: “Ali está farto de tudo!” e acrescentou, concludente: “Tem farinha e água!” (Viajem pelo Brasil, 2, 387).

Para que mais? racionaria o sertanejo.

A farinha é a camada primitiva, o basalto fundamental na alimentação brasileira.

Uma solução de alimentação nos interiores do Brasil, farinha de mandioca e água, abundantes, deram origem ao Chibé do Norte.

Chibé

  • 1 pimenta de cheiro do Pará
  • +- 800 ml de água gelada
  • 1/2 dente de alho ralado
  • 1/2 cebola ralada
  • algumas folhas de salsinha finamente picadas
  • 2 folhas de chicória do Pará rasgadas
  • suco de 1/2 limão
  • 8 colheres de farinha d’água grossa

1. No fundo de um recipiente, amasse bem a pimenta, junte todos ingredientes deixando a farinha por último.

2. Ajuste o sal, e se necessário a pimenta.

Nas regiões mais carentes do Norte, o chibé é constituído apenas de água do rio, e farinha. Lá ninguém passa fome, contudo não significa que sejam bem nutridos!



Maniçoba
sábado abril 07th 2012, 0:46

A maniçoba é um prato originalmente indígena, espécie de guisado feito à base de maniva – folhas da mandioca brava Manihot esculenta, onde são cozidos diversos pertences suínos.

A maniva deve ser cozida por um tempo extremamente longo, esta técnica remanescente da tradição indígena tem como objetivo eliminar o ácido cianídrico presente nesta espécie de mandioca. O HCN (cianureto de hidrogênio) é gerado quando a planta é moída, descascada ou amassada, pela hidrólise da limanarina, um glicosídeo cianogênico. Esse gás (devido ao seu baixo ponto de ebulição 25,7ºC) é empregado pelas plantas para se defender do ataque de predadores.

Para o ser humano, os cianetos iônicos são extremamente venenos devido à habilidade do íon em se combinar com  o ferro da hemoglobina, bloqueando a recepção do oxigênio pelo sangue, matando a pessoa exposta por sufocamento.

A versão inicial concebida pelos indígenas levavam cortes de animais de caça como cotias, pacas, capivaras etc e então cozinhavam por aproximadamente 7 à 10 dias. Com a chegada dos portugueses a carne de caça foi substituída por curados, e miúdos suínos permanecendo como a conhecemos na atualidade. A maniçoba feita pelos populares pode conter qualquer tipo de carne, incluindo sobras de assados.

Na região norte encontramos a maniva crua ou pré-cozida em feiras livres e alguns supermercados. A maniva pré-cozida já foi submetida a pelo menos 4-5 dias de cozimento afim de eliminar a toxidade, seu preço varia de $ 2-5/kg.

Em Belém a maniçoba figura como uma das comidas mais consumidas durante o almoço do Círio de Nazaré (festividade religiosa católica, comemorada no 2º domingo de outubro).

Na cidade é possível consumir a maniçoba em qualquer época do ano, em diversos pontos do comercio e principalmente dentro do incrível mercado Ver-o-Peso. Acredita-se que quanto mais escura estiver a maniçoba, melhor sua qualidade. De fato a cor indica maior tempo de cozimento, e supõe-se que quanto mais cozimento, melhor trabalhado o prato está.

Maniçoba

(rende 20 porcões)

  • 2 kg de maniva pré-cozida por 7 dias
  • 500 g de carne seca dessalgada
  • 1 linguiça tipo calabresa
  • 2 unidades de linguiça tipo paio
  • 1/4 de chouriço Paraná
  • 500 g de bacon
  • 500 g de barriga suína (sem couro)
  • 1 orelha suína limpa
  • 1 pé suíno limpo
  • 2 folhas de louro
  • 50 ml de óleo de milho
  • 500 g de costelinha salgada (já dessalgada)
  • 5 dentes de alho
  • 1 cebola picada miúda
  • pimenta de cheiro do Pará

1. Dessalgue com antecedencia todas as carnes salgadas e reserve.

2. Retire o couro do bacon e corte em cubos grandes. Retire a pele das linguiças e corte em fatias grossas. Corte a barriga em cubos pequenos. Reserve tudo separadamente.

3. Em uma panela anti-aderente, comece a fritar os itens separadamente, bacon, linguiças, barriga. Reserve os itens (podem ser todos juntos).

4. Na gordura restante, frite rapidamente a carne seca cortada em cubos grandes, e os pedaços da costelinha (que deve estar dessalgada).

5. Escalde com água fervendo, a orelha e o pé suino. O pé, pode ser cortado ao meio no sentido longitudinal.

6. Em uma panela enorme, coloque a maniva, complete com água até ficar na consistência de um caldo de feijão. [A maniva é uma fibra moída, portanto tem textura quase como a de uma massa]. Aqueça.

7. Depois de aquecida, junte todas carnes e a folha de louro, tempere com alho e cebola fritos no óleo. Ainda não coloque sal, pois o líquido vai evaporar e consequentemente o prato ficaria salgado.

8. Permita que cozinhe por aproximadamente 4-6 horas, pingando água se necessário.

9. Ao final do cozimento as carnes devem estar quase desmanchando, a maniva deve estar com uma coloração esverdeada-enegrecida. Corrija o sal, e acrescente pimenta. Sirva com arroz lavado e farinha de mandioca.



Donuts
sábado abril 02nd 2011, 21:24

Desde 2006 não há mais Dunkin’Donuts no Brasil, e embora não os consumisse com muita frequência, era bom ver os boxes espalhados pelo shopping e saber que quando batesse *aquela* vontade, os donuts estariam lá, açúcarados e cheios de colesterol à minha espera.

Está acontecendo há algum tempo, o curso de Panificação no Senac – Penha e invariavelmente, costumo fazer algumas receitas extras, para suprir algumas necessidades dos alunos (ou minhas).

Uma dessas… o donut!

Assim, bem gordinho, macio, saboroso, e com uma senhora cobertura, imponente, linda, brilhante e colorida no pior estilo 70’s.

A fórmula da massa, assemelha-se um pouco à do brioche “original” (aquele feito com 60% de manteiga), não fosse a quantidade dominuta de manteiga.

A textura fica tão incrível, que assim como fiz na receita da Torta Trufa de Chocolate, vou apenas recomendar que façam! Sem encher demais a bola dessas gracinhas (#hebecamargofeelings).

Donuts

rende 15 unidades

esponja:

  • 100 g de farinha de trigo
  • 200 ml de leite integral
  • 25 g de fermento biológico fresco

massa:

  • 180 g de farinha de trigo
  • 40 g de açúcar refinado
  • 3 gemas
  • 2 g de sal
  • 1/4 de fava de baunilha
  • 70 g de manteiga em temperatura ambiente

1. Misture os ingredientes da esponja até que esteja homogêneo, e deixe repousar por cerca de 30 minutos.

2. Junte os outros ingredientes à esponja (exceto a manteiga) e sove a massa com apenas uma das mãos (para manter a outra limpa e poder interagir com os objetos) por cerca de 10 minutos, ou até que tenha desenvolvido o véu de glúten. Neste momento a massa deve estar bastante grudenta, não se desepere! Você não fez errado.

3. Junte a manteiga em temperatura ambiente e continue sovando até que tenha sido totalmente absorvida pela massa. Conforme isso acontece, a massa tende a se tornar levemente menos grudenta. Se a situação estiver muito caótica, lave a mão, enxugue, e então volte a sovar a massa.

4. Disponha a massa em um recipiente levemente untado com óleo. Leve à geladeira por cerca de 1 hora.

5. Em uma superfície polvilhada com farinha, abra a massa com auxílio de um rolo, em espessura de aproximadamente 2,5 cm.

6. Com dois cortadores circulares (2,5 e 6,5 cm ø) corte a massa dando formato de donuts. Disponha-os em uma assadeira polvilhada com farinha de trigo e deixe crescer por cerca de 1 hora (ou até que tenham crescido cerca de 50% do seu volume inicial).

7. Frite-os cuidadosamente em óleo quente à 175º C . A fritura deve ser cuidadosa, virando os donuts apenas uma vez, assim que os lados estiverem “dourado bonito”. Escorra em papel absorvente.

8. Quando estiverem ainda mornos, banhe o lado mais uniforme dos donuts na cobertura desejada. Podem ser envoltos em açúcar de confeiteiro, ou em uma mistura de açúcar e canela.

A sugestão de cobertura é o laqueado de chocolate daqui, com chocolate granulado colorido no melhor estilo bolo de aniversário infantil 70’s.



Helado de Jamaica
sexta-feira setembro 17th 2010, 17:27

O título não faz alusão a nenhum sorvete metido com THC’s.

O nome de batismo desse sorvete deriva de Água de Jamaica, uma bebida gelada (quando quente chama-se “chá” de hibisco) feita a partir do cálice da flor do Hibiscus sabdariffa.

Essa espécie de hibisco, diferente das flores de jardins públicos, são comestíveis. Quando frescas, servem para geléias, compotas e afins. Depois de desidratadas são a matéria prima da referida bebida, muito consumida em países da America Central, Africa e parte do Oriente Médio.

No Brasil é facil de encontrar, tanto o importado quanto o nacional produzido no interior de São Paulo. Popularmente é mais conhecida como diurético e “emagrecedor” do que pelo seu sabor extraordinário. Em busca pela cidade, constatei enorme disparidade entre os preços de venda, algumas lojas de produtos naturais chegam a vender 50g do produto seco por $ 4,30. Na região central, comprei 250 g por $7.


esq: hibisco seco nacional, dir: importado

Atende também por vinagreira (Brasil), meshta (India), chayeh-torosh (Iran), karkade (Egito, Arabia), sorrel (Caribe e America Latina), flor de jamaica (México) roselle ou rosella (EUA e Canadá) entre outros.

A flor seca do hibisco possui antocianinos e flavonoides; tem ação estudada auxiliando em casos de hipertensão e infecções do trato urinário.

A água de Jamaica é uma bebida extremamente refrescante, de sabor peculiar e extraordinário, ficando entre um chá e um suco. Com uma acidez interessante e uma linda cor vermelha, a bebida pode ser preparada pela infusão de 1 punhado de hibisco seco em 1,5 l de água filtrada, deixando em repouso por 8-10 minutos. Canela em pau, cravo e anis podem ser somados à infusão a fim de complementar o aroma. Leve a geladeira e adoce como preferir.

O sorvete fica com sabor bem interessante, exótico, ácido com o sabor pungente e “quase tânico” que são característicos ao hibisco. Imagino não ser exatamente o tipo de sorvete que alguém gostaria de “se entupir”, adequando-se melhor a acompanhar alguma sobremesa mais discreta. Por exemplo tortas leves de ricota, pavlova, sobremesas com pâte à choux etc.

A cor, além de bonita é natural!

UPDATE - Segundo Kelly Higa, por meio de comentário:

“A colonia japonesa também consome. Chamada “pará-umê”, fazem conservas para comer com gohan.  Dizem que quando vieram para o Brasil e como não tinha umeboshi, substituíram por essa florzinha. É bem saborosa…”

Helado de Jamaica

  • 300 ml de creme de leite fresco
  • 500 ml de leite integral
  • 150 g de açúcar
  • 1 cm de canela em pau
  • 2 cravos
  • 1 anis estrelado
  • 2 colheres cheias de hibisco seco
  • 5 g de liga neutra
  • 10 g de emulsificante

1. Ferva a mistura de creme de leite, leite, e açúcar.

2. Desligue o fogo, junte a canela, cravo, anis e o hibisco.

3. Tampe e deixe em infusão por 15 minutos. Coe.

4. Com a mistura ainda morna, dissolva o emulsificante e a liga neutra.

5 Congele o sorvete em máquina de acordo com as instruções do fabricante; ou pelo método da batedeira.

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Salada de Abacates
quinta-feira agosto 26th 2010, 21:34

Avocado é a palavra inglesa para “abacate”, porém aqui no nosso amado país, serve para designar específicamente uma das cultivares de abacate (Persea americana).

O abacate é originário das Américas, e após a época das grandes navegações foi difundido por grande parte do planeta. A etimologia da palavra varia do Nahuatl, “ahuacatl” (testículo, em referência ao formato). Em alguns países da América do Sul, é conhecido pela nomenclatura Quechua (ao invés da Nahuatl) “palta“. Em outros países hispanófonos o termo adotado é aguacate.

Em boa parte dos países consumidores de abacate, é comum servir se da fruta juntamente com carnes e outros pratos salgados. No Brasil, por cultura adquirida dos povos vindos do Moçambique, é natural consumir o abacate amassado (ou cortado) com suco de laranja ou limão e açúcar.


Esq: avocado maduro, dir: avocado verde.

Os benefícios do abacate são conhecidos por todos os povos.

No Oriente Médio, o abacate também é bastante apreciado, dentre outras figurações, a salada de abacate pode se tornar um excelente acompanhamento para carnes assadas, principalmente o cordeiro.

No sabor, essa salada pouco (ou quase-nada) lembra a guacamole. A combinação dos ingredientes beira a perfeição. A untuosidade do avocado, acidez da azeitona preta, com a delicadeza do feta dão origem à essa “classica” e refrescante salada. Perfeita para “primavera-verão’

Salada de Abacates

  • 5 avocados maduros
  • 2 limões sicilianos
  • 150 g de queijo feta
  • 1 cebola pequena fatiada
  • 12 tomates cereja ou sweet grape
  • 10 azeitonas pretas
  • salsa
  • hortelã
  • azeite
  • sal
  • pimenta do reino

1. Corte os abacates ao meio e retire o caroço.

2. Com auxílio de uma colher, retire a polpa deixando cerca de 2 mm na borda das frutas (isso ajuda a manter a casca rija o suficiente para servir. Reserve.

3. Corte os pedaços da polpa do abacate e regue com suco de limão. Regue também o interior das cascas do abacate para evitar oxidação.

4. Corte o queijo feta em cubinhos, os tomates ao meio, e misture à polpa de abacate. Junte a cebola, hortelã e salsa finamente picados.

5. Disponha a salada no interior de cada casca do abacate. Decore com folhas de hortelã e azeitonas pretas. Tempere com azeite, sal e pimenta na hora de servir.

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Gelados Comestíveis parte 1: Frozen Yogurt
sábado julho 03rd 2010, 17:03

Gelados comestíveis é o nome medonho que a legislação brasileira usa para designar sorvetes e seus familiares. [Código Sanitário do Estado de São Paulo - decr. nº 12342 - NTA 75 - Gelados Comestíveis.]

Em terras tupiniquins costuma-se conhecer tudo como sendo “sorvete”. Congelou? É sorvete!

Na verdade não é bem assim, em outros lugares por exemplo a legislação prevê exatamente quais são as atribuições que uma sobremesa deve atender pra receber as diferentes nomenclaturas. Por isso, a partir de hoje, aqui no blog falarei um pouco mais desse mundo das sobremesas congeladas. Frozen Yogurt, Sorvete (base cremosa e new yorker style), Sorbet, Sherbet, além de Parfait e Semifredo

A produção de iogurte para fazer labne em casa é frenética e a muito tempo estou ensaiando para fazer frozen yogurt. A ultima vez que me lembro ter feito foi ainda na época do estágio, onde peguei mais gosto pela Pâtisserie Sorbetière.

Iogurte e coalhada se diferenciam principalmente pelo tipo de microorganismo que participa da fermentação do leite. Quando faço “coalhada” estou na verdade fazendo “iogurte” já que são as culturas do iogurte que eu costumo usar.

Aqui em casa, consumimos por razões patrióticas (ok, mentira) muita coalhada seca, então o volume de leite pra coalhar é considerável.

Muitas formas de se fazer iogurte são difundidas pela internet e em livros ou revistas. A mais falada nos ultimos tempos tem sido a maneira de fazer coalhada em garrafa térmica. Não posso dizer que não funciona, pelo contrário se mostra prática pra quem não tem habilidade com isso. O único problema é que nenhuma garrafa térmica caseira costuma suportar mais que 2 litros de leite por vez.

Para coalhar o leite, uso uma panela de barro grande que reservo somente para esse fim, e uma manta acrílica também do meu “kit”. A panela não precisa ser de barro ou cerâmica vitrificada (embora julgo serem as melhores opções). Qualquer outro recipiente de paredes grossas e com tampa pode ser usado.

O trabalho consiste em ferver o leite, esperar amornar até a temperatura de 43 – 45ºC e então acrescentar (sem mexer muito) 2 colheres de sopa de coalho fresco ou iogurte natural para cada litro de leite. Agora é só enrolar o recipiente em algum tecido que o mantenha aquecido e esperar 8-10 horas até que as culturas tenham tempo para fazer seu trabalho.

Se fizer pela primeira vez, use iogurte natural, e ao ficar pronto o novo iogurte reserve uma parte para fazer a próxima, isso é o seu coalho!

Quanto mais velho for seu coalho, menos ácida será a “coalhada”.

O frozen yogurt é um tipo de sobremesa congelada típica americana, tendo sido criado na década de 70. Atualmente é muito consumido ao redor do mundo principalmente no hemisfério norte onde é vendido sob nomes comerciais de Frogurt ou FroYo por exemplo.

Geralmente saborizado com frutas, o frozen yogurt é uma opção “magra” em comparação ao sorvete comum, podendo também se tornar livre de lactose (e vegan) caso seja feito com iogurte de soja.

Para que o frozen yogurt fique com uma boa acidez (o que confere sabor) eu gosto de iniciar o processo partindo de iogurte natural e não de coalho para usar no leite.

Frozen Yogurt Básico

  • 1 litro de iogurte natural
  • 125 g de açúcar
  • 30 g de glucose de milho branca
  • 10 ml de suco de limão
  • 5 g de liga neutra

1. Separe cerca de 100 ml de iogurte e aqueça levemente junto com a glucose e o açúcar, apenas a fim de dissolver bem.
2. Retire a mistura do fogo, junte o suco de limão e a liga neutra. Misture no restante do iogurte.
3. Leve a mistura à geladeira por cerca de 4 horas ou até que fique bem gelada.
4. Bata na máquina de sorvete de acordo com as recomendações do fabricante, estoque em potes plásticos e imediatamente leve ao freezer por no mínimo 3 horas antes de consumir.

O frozen yogurt pode ser enriquecido com geléias, puré de frutas, frutas maceradas no açúcar (como morangos e frutas vermelhas em geral) desde que essa quantidade não ultrapasse 50% em proporção do iogurte da receita.

Na foto, uma de minhas sobremesas preferidas, frozen yogurt com cerejas, para tal usei a calda de cerejas que fiz uns dias atrás!

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Cherry Garcia Ice Cream
sábado junho 26th 2010, 2:42

O nome é clássico, mas explico sem mistérios que se trata de um sorvete delicioso e simples: baunilha com flocos de chocolate e cerejas frescas.

Esse sorvete é famoso, fabricado nos USA pela empresa de sorvetes Ben & Jerry dos amigos que em 1978 resolveram investir tudo o que tinham para dar inicio a uma produção em escala industrial de sobremesas geladas. No ano 2000 o grupo é vendido ao conglomerado Unilever. Atualmente o sorvete pode ser encontrado em cerca de 30 países incluindo Singapura, e excluindo Brasil.

Varios sabores “peculiares” são fabricados por eles como por exemplo: “massa de bolo” e “enrolado de canela” (este ultimo sabor pão doce de canela comum nos USA).

A construção do sabor é interessante, a cremosidade do sorvete básico de baunilha e seu perfume discreto, com a acidez e doçura das cerejas frescas e a untuosidade e leve amargor do chocolate. Na boca, uma revolução.

Enfim, sou apaixonado por sorvetes, e agora que estamos no inverno, vou aproveitar o costume chinês de equilibrar a temperatura do corpo com o meio externo, tomando muito sorvete!

Aos que não quiserem me acompanhar, salvem as páginas e voltem a ler daqui 6 meses!

Cherry Garcia Ice Cream

  • 500 ml de creme de leite fresco
  • 250 ml de leite
  • 150 g de açúcar
  • 4 gemas peneiradas
  • 1/4 de fava de baunilha (ou extrato q.b*)
  • 1 colher de café de liga neutra
  • 1 colher de café de emulsificante
  • 170 g de chocolate meio amargo
  • 250 g de cerejas frescas descaroçadas e picadas

*quanto baste

1. Em uma panela junte o leite, creme de leite, açúcar e a fava de baunilha deixer ferver.
2. Numa vasilha a parte disponha as gemas.
3. Verta 1/3 da mistura de leite fervente sobre as gemas e mexa.
4. Retorne a mistura de gemas e leite toda para a panela, mexendo sempre e em fogo baixo. Cozinhe até que engrosse ligeiramente.
5. Acrescente o emulsificante e a liga neutra já com o fogo desligado.
6. Resfrie o creme na geladeira por cerca de 12 horas ou até que esteja bem gelado.
7. Utilize a maquina de sorvete seguindo as recomendações do fabricante ou faça o sorvete batendo na batedeira alternadamente com tempos de freezer conforme este tutorial.
8. Ao final do congelamento do sorvete junte as cerejas picadas e o chocolate ralado grosso, ou picado (pode ser processado ligeiramente).

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Cerejas em calda
terça-feira junho 15th 2010, 6:32

Aqui vai um novo dado do Oriente médio: a Turquia é (atualmente) o maior produtor de cerejas do mundo.

Embora muito comum na Europa e Estados Unidos, a cereja tem sua origem em terras asiáticas tendo sido levada para a Europa em tempos imemoráveis  durante as comercializações entre europeus e asiáticos.

Existem duas espécies mais comuns de cerejas comercializadas, a “doce” [Prunus avium] e a “azeda” [Prunus cerasus] sendo a primeira destinada ao consumo in natura enquanto  a segunda geralmente utilizada em alimentos processados e subprodutos como geléias, compotas e os famosos licores, Marasquino, Cherry e Kirsch.

A cereja costuma ser colhida na época do verão na Europa, pelos meses de junho e julho. E é nessa época que a Turquia e os Estados Unidos “despacham” parte de sua produção pelo mundo a fora.

Aqui no Brasil, encontramos com maior freqüência a cereja americana, mais “doce” e com sabor mais suave (diria fraco) lembra um pouco frutas como pêssego e nectarina, as vindas da Turquia costumam ser mais escuras sem se tornarem amargas (como acontece nas americanas quando atingem a maturidade) de sabor mais procunciado lembram mesmo o sabor que deveriam ter: cereja!

Depois de uma busca incessante pelo menor preço acabei comprando (pasmem!) no Mercado Municipal por R$ 29,90 enquanto nos hipermercados e hortifruti não custam menos de R$ 39,99.

Na hora de comprar, escolham as cerejas com o cabinho “mais verde possível” pois são muito delicadas e perdem seu esplendor em poucos dias.

É com cerejas, que se faz um dos meus doces favoritos, daqueles que me tiram do sério, me fazem sonhar acordado e coisas do tipo. Por hora não direi qual é, só adianto que é bem gelado, e dentro em breve colocarei aqui no blog.

O ingrediente “principal” desse doce é uma calda/compota/geléia de cerejas, que segue:

Cerejas em calda

  • 350 g de cerejas frescas
  • 300 g de açúcar refinado
  • 150 ml de água
  • 5 ml de suco de limão

1. Lave bem as cerejas, retire o pendúculo e corte ao meio para retirar o caroço.
2. Em uma panela grossa (ferro fundido ou inox fundo triplo) junte todos ingredientes exceto o suco do limão.
3. Cozinhe em fogo alto e quando levantar fervura baixe ao mínimo, cozinhe por cerca de 50 minutos, escumando de quando em quando para retirar a espuma que sobe à superfície.
4. Ao final do cozimento junte o suco de limão à calda. O ácido cítrico (como os ácidos de modo geral) atuam diretamente na pectina natural da fruta auxiliando na gelatinização.


Com o caroço das cerejas, depois de lavado e tostado ligeiramente no forno, é possível fazer um licor bastante parecido com o Kirsch que eu ensino o método em breve!

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Cookies de chocolate
sexta-feira maio 14th 2010, 3:41

Quinta-feira é o dia de desejar fortemente que a semana termine logo!

Depois de voltar dos Correios, onde fui despachar os “mimos” aos vencedores do sorteio dos temperos NoMU; fiz esses cookies pra me entreter enquanto o final de semana não chega!

Existem muitas receitas de cookies por ai, só com chips de chocolate, inteiro de chocolate, com castanhas e afins blá, blá, blá…

As vezes testo algumas novas receitas. Essa porém não é nova! É uma receita de uma palestra da Casa Gourmet, que assisti com a grande Lara em 2007, minha dupla eterna da faculdade de Gastronomia. Nunca havia feito, mas sabia que era uma delícia pois me lembro de quando provei!

É… tem coisas que não dá pra esquecer!

Cookies Inesquecíveis de Chocolate

[xícara padrão 240 ml]

  • 200 g de chocolate meio amargo derretido
  • 1 xicara de farinha de trigo
  • 1/4 de xícara de cacau em pó
  • 1 colher de café cheia de bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher de café de sal
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 1/4 de xícara de açúcar refinado
  • 80 g de manteiga amolecida
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 150 g de gotas/pastilhas de chocolate

O preparo consiste em duas misturas distintas, que devem ser agregadas juntamente com o chocolate previamente derretido.

A manteiga deve ser batida na batedeira juntamente com os açúcares mascavo e refinado, após o creme se tornar claro e macio, adicione o ovo. À essa mistura adicione o chocolate meio amargo derretido, e junte os outros secos previamente peneirados (farinha de trigo, sal, bicarbonato e cacau). Junte o extrato de baunilha e as gotas/pastilhas de chocolate. Leve a massa à geladeira por 30 minutos.

Retire do refrigerador e com auxílio de uma colher de sorvete faça bolas do tamanho de bolinha de ping-pong, disponha em uma assadeira forrada com papel manteiga, faça uma leve pressão achatanto muito levemente as bolinhas da massa.

Asse em forno baixo (180 C) por cerca de 20 minutos. Resfrie em grade e reserve em pote hermeticamente fechado. A receita rende 20 cookies grandes.